terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu te amo!


Como pode ser ouro para o mundo e nada para ti minha imagem?
Diz-me, como pode ser que tudo signifique algo para todos e para ti eu
não seja nada?
Não poderias sentir minha dor por teu desprezo e desconfiança!
Saiba que eu te amo! Eu vou amar você mesmo quando parecer
impossível fazer isso, mesmo assim, eu ainda te amarei!
E enquanto me repudias e ignoras, enquanto até mesmo me julgas não
merecedora de tua paz, ainda eu te amo!
Mesmo enquanto me feres com tuas cruéis e irrefletidas palavras,
sempre tão cheias de verdades absolutas, e enquanto dói ainda meu
peito por tuas duras atitudes, Eu amo você!
Você é um reflexo de uma perfeição com a qual eu não fui
comtemplada! Não, não faço nada que mereça que me envergonhe e me
arrependa, apenas tento sobreviver, e viver um pouco de vez em
quando... Mas, você não! Sempre tão boa em sua perfeição! Sempre tão
certa e rígida em suas regras! Sempre sorrindo, como é digno de uma
lady!
Eu não! Eu sou tudo que repudias e odeias...
Vestígios de indignidade e mundanice, eis o que sou para ti!
Desprezível seria o termo para minha dor.
Incoerentes e estupidas todas as minhas atitudes, julgas que eu seja
realmente nada!
Lamento não ser sua imagem senhora perfeição!
Amo-te mesmo em minha condição miserável e humanamente
degradada por tuas vistas!
Não sou nada para ti!
És sim muito para mim...
Não é sobre tua dignidade, mas sobre o modo como me enxergas que te
falo francamente neste instante.
Não sou tão mal! Juro-te, se assim quiseres, que não estou errando,
estou vivendo!
Não sou tão mal assim!
Eu queria mesmo poder livrá-la do constrangimento de estar comigo do
teu lado, tão imaculada sua presença e tão perniciosa a minha, queria
poder poupá-la do vexame de se violentar olhando-me constantemente.
Não, não é drama! É sim, tristeza por tuas agressões e amargura por teu
desprezo... Estás tão zangada agora que não poderias ouvir-me, tão
certa de tuas conclusões que me repudias e simplesmente me rejeitas
sem ao menos poder me dar à oportunidade de defesa.
Não! Tens razão em dizer que não posso me explicar!
Como eu poderia abrir meu peito para uma estranha? Como eu poderia
me revelar para ti, que já me odeias a tanto e sequer finges teus
sentimentos?
Não te fiz mal, ao menos não de propósito!
Se te fiz algum mal consciente, então te peço agora perdão!
Peço-te perdão por não ser tão perfeita, correta e moderna, quanto você!
Perdoe-me se puder, ou não perdoe!
Perdoe-me se ainda podes me julgar capaz de defesa, ou não perdoe se
não acreditar!
Você pode ser muita coisa e eu não sou nada!
Atentada! Inconsequente! Estupida! Moderninha demais! Idiota!
Que todos me perdoem... Porque se errei, juro estava tentando acertar!
Mas não, não errei!
Sei disso! Não preciso provar que sou ‘boazinha’!
Basta que eu seja ‘boazinha’... Pronto, nada mais importa!
Sinto um bolo entalado na garganta, queria gritar e chorar... Queria um
abraço de amigo, talvez seu ombro Marianny, pudesse me acalmar.
Seria tão mais fácil ser feliz se eu pudesse ser transparente e clara em
meus atos!
Seria tão mais fácil ser feliz, se você não me odiasse e me julgasse tão
mal!
Não sou tão mal assim!
Meu estomago está embrulhado e a vontade de vomitar me envolve, um
tremor inesperado e desnecessário se apossa de mim, e penso
seriamente em adormecer para sempre!
Dormir! Esse é que é o segredo! A felicidade de não errar jamais,
encontra-se no simples atos de adormecer e morrer!
Ops! Morrer não, alguém me disse que é feio falar isso, melhor dizer ‘ no
simples ato de fazer a viagem’, ah! Agora sim mais redundante e
agradável...
Sim, uma observação apenas, se fizer a ‘viagem’ vai morrer, quer isso
seja feio, quer não!
Morte!
Morrer não é feio, é necessário!
Temos uma dívida e ninguém conseguirá ser feliz enquanto não quitá-la,
isto é um fato inquestionável.
Mas, isto também não é sobre morte e sim sobre vida e como a vives.
Regradamente natural. Dominados pela loucura de ser certos e
perfeitos! Nós é que somos loucos e os loucos que são sãs e felizes,
droga!
Vale salientar que falo da loucura que pode ser dominada e
transformada em poesia, não da loucura patológica que destrói o ser... É
da loucura poética, que se apossa de quem escreve, e o faz aliviado e
feliz.
Aliviada e feliz! Eis o que sou neste momento!
Feliz não! Feliz é exagero poético! Felicidade passou tão longe de meu
berço que não sei a quem posso me queixar sobre isso!
Feliz sempre é hipérbole de gigante!
Esta poetisa é hiperbolasticamente infeliz!
Exageradamente amargurada e triste!
Estupendamente sozinha...
E agora, agora é para sempre!
Não suporto mais tuas duvidas porque Eu te amo, e por tanto te amar é
que dói tanto!
Dói para sempre!
E hoje, mais do que nunca, é que me sinto um palhaço triste... Muito
triste!
(09/07/2011)