segunda-feira, 25 de julho de 2011

Suas razões

 
Não partiste porque minhas lágrimas
eram quentes e meu sorriso amargo, não  é?
 
Não. Não foi minha dor ou meu apego a
     tua voz que te fez desejar minha
             ausência, acaso foi?

 Foram tuas promessas que não podiam
   jamais se cumprir que te fizeram ir
       embora sem olhar para trás?

Foram tuas preces no meio da noite que
        te fizeram partir sem mim?

    Foram as doces noites de lua que
   experimentastes enquanto eu ainda
          sonhava com tua volta?

É isto? Deixaste-me de lado e traíste-me
 com a lua, tua sempre amada amante?

Acaso foram meus suspiros apaixonados
 que te fizeram fugir covardemente? Ou
  foi minha espontânea alegria por tê-lo
  em minha vida que o assustou e me fez perdê-lo?
 
Quero saber a razão, pois sem razão não
  há vida em meu seio torturado por tua falta...
 
Quero saber a razão para poder ouvir as
 minhas próprias razões em ainda lutar
                 por você...

‘Amo-te como amigo e como amante’ diz
 o Vinicius e eu te digo que mais que isso,
    amo-te mesmo com todo meu amor
           confuso e inebriante.

Amo-te com ardor e frescor, com paixão e
        calma, com doçura e fogo.

      Amo-te incomensuravelmente e
eternamente até que o dia deixe sua luz e
o céu, abrindo mão de sua grandiosidade,
         me extinga deste mundo!