quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Poema sem Titulo...

Dentro de mim há um labirinto.
Meu trato solitário é parte de mim...
Minha vontade de mudar as palavras
De mudar meu sentimento também é
Parte importante de mim...

No meu jardim você é estrela
É lua, é chuva. É alegria 
Que me faz existir. Fonte
De vida pra esta flor que
Sem o seu amor se sente
Perdida, sozinha, ninguém.

Não quero que você vá embora nunca!
Mas, eu sei que você vai...
Sua vida é looping infinito
Uma eterna repetição.
A minha vida também é assim.
Repete-se um ato.
Uma adeus que se repete
A cada manhã e uma lágrima
Que cai incessantemente.

É sempre assim...
Agora sei... Jamais
Iremos alcançar o porto
Porque o nosso barco é de papel.
Ele afundou na nossa dor, mutua.
Não há amor mutuo, mas há uma dor mutua.
Acaso serve? Podemos compartilhar isso?
Não há mais respostas. Só silencio.
As nossas almas não falam.
Amam-se em um eterno silencio.
Ou pior amam-se a nem sequer desconfiam.

Infinita repetição do ato.
Vamos repetir o ato deste amor, com esta dor
Por quanto tempo mais?
Infinita repetição do ato.
Vamos repetir este amor até suspirarmos satisfeitos?
Vamos tentar o impossível.
Vamos ser o Ícaro moderno, não só, acompanhado!
Porque se eu tenho que cair, então que seja em teus braços meu amor!



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vazio

         Estes dias tenho sido assaltada irremediavelmente por um grande vazio. Algo que vem de dentro, sabe? Um vazio tão grande. Pode ser falta de um amigo, de um amor, de um carinho, talvez até de um sorriso sincero, uma voz meiga que me diga que tudo ficará bem no fim do dia. Eu sinceramente não sei de onde vem este vazio que me inunda tão profundamente. Acho que ele vem do interior de minha alma. Não, este vazio não é comum, e também não é meu total inimigo. Apenas agora ele tem me incomodado um pouco. Sinto fome! Não é a fome que faz com que alimentemos nosso corpo não! É a fome da alma. Fome de amor, de carinho sem interesse, sem falsidade, de um abraço apertado e simplesmente sincero!Ultimamente este vazio em mim tem me causado um certo incomodo, uma vontade de não ter ele dentro do meu peito, uma sensação que ele está me sufocando, me impedindo de respirar...

Então, confesso que não é fácil admitir para mim que agora estou tão só. Mais que isso, agora o que mais me doi, e que de certo modo, corrói minha existência, é que sinto um vazio que não posso explicar nem para eu mesma.Não, não me julguem amargurada. Até poderia ser, razões eu tenho pra isso, mas longe de mim assumir-me assim. Sinto um vazio que advem de uma saudade inexplicável da felicidade, da amizade sincera, do amor de verdade, daqueles que nos fazem perder o sono, saudade de um sonho bom que passou tão repentinamente.
     Então, eu e meus entãos, amigos, amor, desconhecido somente, me dêem um chance e se toparem comigo por aí, apenas sorriam para mim. Não precisam manifestar-se mostrar que se importam, basta sorrirem e poderei saber que este vazio que sinto vai passar logo, logo...
 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A flor & o jardineiro!


É verdade, você tem razão, eu amo você!
Mas, apenas o silencio é que toma minha alma de assalte...
Apenas esta solidão besta que se apossa de mim em tua ausência.
És meu poema mais belo, meu sonho em que quero muito crer.
Cansei de acordar e não ter a quem amar!
Basta que meu silencio manifeste-se em tua volta 
Então você pode sentir, saber e ter certeza que 
Esta flor é só tua poeta!

 
Que teus dias de jardineiro fiel foram válidos
Que teus beijos de lua foram aceitos com amor pela rosa
Que teus cuidados singelos foram apreciados e recompensados.
Recompensar, amar você, tentar de novo sentir os raios de sol que me invadem...
E saber, viu meu poeta, que és somente meu, e que serás meu para sempre!
Que a rosa que colhes não tem mais espinhos, safra especial, porque
Teu amor, poeta os dobrou, os tornou frágeis e incapaz de ferir.
Colhestes a rosa e não te machucastes!
Não há mais espinhos!
A flor ama seu criador!
Também AMA seu jardineiro poeta que debaixo do luar lhe alimentou
Com amor eterno e poesia nas frias noites de inverno...
Podes sorrir poeta, homem, menino...
Diante deste silencio apenas...
Sorria porque a Flor é só tua!     
Esta flor é somente tua poeta!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Minha Alma


 
Esta mulher sem corpo
Mulher sem forma
Não tem nada mais
Do que apenas seu amor
Em seu peito.

Quer deseja-lo eternamente
Como uma fresca brisa de verão
Quer faze-lo louco de amor
Um amor que não tem razão de ser
Apenas é.

Esta mulher espera o seu passo
Passa ao lado dela e note-a.
Verás então o que é um homem amado
Verás o que é o amor.

Se então nunca estiveres no seio desta mulher
Poderás sentir e saber
Que fostes amado infinitamente
Mas que te negastes ao amor.

Te negas a sentir o forte desejo e força que nos enlaça.
Não quero enlace, ou um lance.
Quero um amor.
Quero você meu grande e distraído amor!

Tudo isto é pouco...
Afinal minha alma não sabe mais como tocar a sua!

M.J