sábado, 14 de abril de 2012

RECOMEÇANDO...

   Hoje despertei com uma vontade louca de olhar dentro de mim...Abri a porta do meu peito, ingressei dentro de minha alma e fui abrindo caminho por entre os entulhos e como tem porcarias por aqui! Eu fiquei surpresa! De verdade mesmo. É incrível como não me apercebia que estava 'atolada' nas coisas que fiz, nos erros que cometi, nas falhas que me marcaram... Nossa! Eu fiquei espantada. Por isso que tinha tanto aperto no peito, tanta amargura, como dizem, é que tem muita coisa desnecessária dentro de mim. Uma vez o William Skaspeare disse: " Se você não sabe aonde esta indo, qualquer lugar serve..."E foi isso que aconteceu comigo. Eu me perdi. Perdi-me dentro de mim e deve ter sido por uma razão tão ínfima e mesquinha que eu sequer recordo qual foi. Talvez, eu nem saiba mesmo, afinal, não sei exatamente quando que eu me perdi. Alias, eu nem sabia que o caso era esse. Mas, agora que por acaso descobri, vou fazer uma faxina, afinal há muito lixo, mesmo dentro de mim, e eu posso reciclar algumas coisas,  livrar -me de outras, doar algumas para o museu de recordações e lembranças que existe dentro de cada um de nós. Eu descobri como tenho sido ignorante e arrogante com meus erros. Eu era melhor do que agora, eu sei disso. Mas, hoje, hoje não sou mais nada. Amanhã eu serei. Amanhã será o primeiro grande dia do resto da minha vida. Vou para o amanhã com o peito reciclado e cheio, apenas de esperança, não sou mais a mesma menina que sonhava e contentava-se com isso, agora serei uma nova pessoa que quer existir, existir de verdade. E essa reconstrução de mim demandará tempo. Muito tempo, afinal ninguém se reconstrói ou muda de um dia para o outro. Mas, este tempo será um tempo melhor. Não quero mais ter de me olhar no espelho e perguntar ' Se esta sou eu, quem era aquela de ontem?'. 
    Então nos vemos amanhã...
   
 P.S: VOU SIM RECOMEÇAR, PORQUE TODOS MERECEM UMA SEGUNDA CHANCE...
ATÉ EU...

terça-feira, 10 de abril de 2012

A CARA DE UM POLITICO HONESTO...

  Quando Landon acordou aquela manhã, tinha em sua mente uma ideia fixa:
  - Mãe, acabo de ter um sonho e decidi meu futuro agora...
  - É o quê menino? O que decidiu?
  - Primeiro, eu sonhei que tinha uma estrada que aparecia do nada, ela era estreita e eu ia de carro com um amigo, nós falavamos sobre ter um dom. Ele me sorria e em algum ponto da estrada me disse: " Pô lhi tirei, você é massinha!". Então eu entendi! Era obvio, era meu destino!
  - È o que menino? Você bebeu foi? Porque se você bebeu, eu vou te tirar o coro seu guri... ( A mulher exaltou-se, e somente se acalmou quando o chinesinho gritou.)
  - Mãe, esta na cara! Não percebe? Olhe para mim, o que vê?
  - Um filho que saiu de mim, que pus no mundo e agora está endoidecido! Por que Deus, por quê? 
  - Mãe, fique calma, deixa de tre-le-le. Eu decidi que vou entrar na PO-LI-TI- CA! Eu vou me candidatar a Veriador! Não tô louco coisa nenhuma, vou tirar o meu, vou ajudar o MEU povo, eu vou ser um politico HONESTO!
  - kkkkkkkkkkkkkkk
  - Mãe? Estou falando serio, para de rir de mim...
  - Meu Amor não estou rindo de você, estou rindo de sua igenuidade! Politico E honesto, quer ser as duas coisas Meu filhinho? Kkkkkk
  - Vou ser politico mãe! Politico Sim! Só quero que tenha fé!
  - Tenho fé! Mas eu estou chocada! Filho ( ela disse abraçando ele) você nunca teve cara de politico, mas se é isso que quer. Acho que até ja parece um politico! 
  - Pareço é? 
  - Primeira lição. Basta você crer para que os outros creiam! Se você acreditar, outros acreditarão! Se você começar a dizer pra você que é Capaz, todos acharão você capaz!
  - Mãe, isso é Auto- Ajuda?
  - Não, filho. É politica!

  Os dois então cairam na gargalhada! Depois de uns dias a noticia se espalhou e Todos queriam  ver a cara de um  Menino Engraçado que seria Um Politico MUITO  honesto...

             # CADA UM TEM SEU PLANO, O MEU É ESCREVER O DELE ERA SONHAR...#

sábado, 7 de abril de 2012

DETALHES DE UMA ALMA

  Esta é a única coisa que sei realmente fazer: Contar histórias ou estórias. Não me importo muito de que não haja grandes verdades nas coisas que relato, elas são ‘bonitinhas’, isso sinceramente já me contenta. O que acontece é que andei me perguntando qual o sentido de escrever sobre coisas das quais nada sei realmente. Por exemplo, esse é clássico no meu caso, eu nunca fui à praia, tenho 22 anos e nunca vi o mar. No entanto alguém que já leu algum de meus contos sabe bem com que magia eu já descrevi o mar. O que acontece é que agora eu tenho certo receio de ir ao mar e não encontrar as minhas descrições, meio que muito perfeitinhas lá e isso seria frustrante! O mesmo acontece com outras coisas das quais vivo a falar e que não conheço de verdade. Questiono-me agora se já não conheci vários amores e se eles não passaram despercebidos simplesmente porque não são ou foram como sonhei e descrevi. Eu esperava uma coisa e veio outra, como eu poderia reconhecer se não era ou é o que espero? Pois, essa é a questão. Exemplificando para que não tenham duvida do que estou a dizer para vocês agora, imaginem-se a espera de um ônibus azul que vai em direção a praia do Botafogo, voando muito alto agora (rsrs), e, no entanto você nunca andou nesse ônibus, apenas sabe que ele é azul porque um amigo disse que achava que essa era a cor desse ônibus. Você não conhece o ônibus, mas ouviu dizer que é azul, que passa as quatro. Quando chega à sua frente um ônibus com uma faixa completamente amarela, mesmo que tivesse um pisca com as palavras PRAIA DO BOTAFOGO você nem daria o mínimo. Não, definitivamente não era esse o ônibus que você deveria pegar. Este ônibus era indicativo de PRAIA DO BOTAFOGO, no entanto não condizia com a descrição perfeita feita dele. Não! Não era esse mesmo! O que aconteceu nessa situação é que não era o que você esperava que fosse! E você nem tem muita culpa por ter perdido este ônibus. Nunca ouviu ninguém falar que ele poderia ser um pouco diferente do que sempre ouvira; nunca ninguém sequer supôs mencionar uma faixa amarela. Então, esse é o caso aqui! Quem me garante que não houve amores verdadeiros e que estes simplesmente passaram sem ser notados porque eu estava riscando na minha lista todos os requisitos que um ser tinha de ter e que uma circunstancia tinha que apresentar para ser considerada como um indicativo de que surgia um amor? Nem eu posso dizer nada sobre isso. É que, admitindo agora minhas fraquezas, coisa pouco habitual, ate mesmo para mim, andamos isso me inclui sem sombra de duvida, muito distraídos. Estamos semi cegos. Ou melhor, somos o que somos uma grande população de seres semi cegos. Sim, se alguém contestar isso pode sentir-se a vontade para desmentir sua posição nessa população. Antes disso, no entanto olhe para dentro de você e veja quantas vezes você não se arrependeu de não ter VISTO algo que era aparentemente obvio. Obvio! Como eu pude não notar isso? Simplesmente porque olhamos e não vemos. E como não vemos quase nada, deixamos para lá e buscamos algo mais interessante, ou mais visível para nós. Negamos! A negação sempre fez parte de nossa faceta covarde. Fugimos! Somos uma população de semi cegos e ainda por cima grandes covardes! Se não é o seu caso, perdoe-me a alusão, mas é que é o meu caso, e como a imperfeição me leva à escrita, deve-se notar traços dela nessa minha faceta escritora não desumana, mas totalmente imperfeita e humanamente ridícula. Pois, é fato que de vez por outra ando falhando naquilo que considero a única coisa que realmente sei fazer, o que de imediato me torna humana e ridícula. Mas, deve-se ter para comigo certa simpatia, ao menos simpatia dá pra sentir não dá ?
  É que andei esperando um amor maior, até maior que eu...
  É que falhei nisso também. E agora ando a procurar um modo de limpar e desocupar minha alma dessas tristezas desnecessárias. É que queria um namorado cheio de detalhes, cheio de graciosidade e pequenos detalhes. Sabe que ao fechar os olhos eu podia descrevê-lo para você exatamente como ele deveria ser? Mas, de que valia seria isso para você, ou que sentido teria descrever o inexistente? O fato real é que desse jeito que eu o imagino, ele não é. Não existe essa pessoa com quem você sonha todas as noites, meu querido leitor (a) e, por favor, não sofra por isso. Ele existe! O seu amor, ele existe. Só não esta dentro da tua caixinha de música, ele não tem cavalo branco, nem de cor alguma, e mesmo que tenha não é assim que ele vem encontra-la... Talvez, não digo com certeza, mas existem indicativos de que ele possa ser o jornaleiro, o poeta da tua escola, o cara mais velho que te olha, o homem que esbarrou com você outro dia e você nem lembra o rosto dele, pode ser o menino que gostava de você e de quem você gostava no maternal, pode ser o faxineiro, o empresário, o advogado ou o gari que apanhou seu livro naquele dia de chuva, lembra-se de seu desespero? Pode ser o cara da venda da esquina que vez por outra esta a suspirar. Pode ser um cara que apareceu do nada e de quem você nunca ouviu falar. Um cantor ou escritor, ou um simples carimbador de papeis. Não importa quem ele é, ou o que ele faça, ou para onde ele esta indo, apesar de ser legal estar indo ao mesmo lugar, não importa definitivamente! Somente há razão para ser feliz se você o encontrar. E se ele encontrar você. Na verdade, isso só dará certo se vocês se descobrirem um para o outro. Não vai amar sozinho (a), não faz isso com você jamais! Isso é mais um apelo de alguém que tem o habito de fazer isso, do que uma parte essencial desse texto. O que por fim deve ser dito é que pode considerar tudo que eu mencionei nesse texto ou desconsiderar tudo como força de expressão literária. Só para esclarecer, neste caso em particular, a força de expressão literária e quando dizemos, ou escrevemos algo que queríamos dizer, ou escrever, mas do qual por alguma razão, não queríamos que alguém lesse ou ouvisse. Então dizemos e claro que cabe a ouvinte ou leitor tomar a decisão final, que pode ignorar porque foi apenas força da expressão literária.
   Isso, ou seja, essa definição de expressão literária eu conclui de uma situação de minha vida que monotonamente não poderia ser descrita para não tornar enfadonho este relato. E que, além de mim, existem muitos outros ‘covardes’ nessa longa historia, ou melhor, seres desprovidos de coragem, ou garra para lutarem pelo que realmente querem e que estão dominados por um medo absurdo de simplesmente viver! Não desejo encontrar mais nenhum desses pelo meu caminho. Também não desejo ser um desses na vida de ninguém. Quero somente poder desabar e ter um colo no qual cair! Além do que isso não é ao menos do meu ponto de vista, pedir muito, ou é?
    Não pensem os senhores e senhoras que estou a desistir da felicidade ou desacreditar do amor. Eu não! Eu os busco como á preciosos tesouros e tenho a convicção de que mesmo sem encontra-los só de ter uma razão para busca-los já é meio caminho para satisfação necessária à felicidade! Em outras palavras eu posso e quero e vou ser feliz!

                            P.S:Enquanto eu escrever é porque ainda acredito!!!

CONFISSÕES DE UMA MULHER APAIXONADA




Em um desvario, insobriedade da alma decerto, peguei-me chamando por teu nome no meu sono...Que estática loucura esta de amar-te assim por acaso... Não, você não me conhece... E eu? Eu tampouco te conheço... Mas é fato, clarividente que tentei saber de você em mil atos... Sim, não te amei por um acaso, tentei sabe-lo, fazê-lo apaixonado, mas não deu.
Sua alma meu amado poema, não pode me amar. Sou pétala de flor no inicio da primavera, pura demais para ser tocada, sozinha demais para ser maculada, triste demais por não ter sido amada.
Reside dentro de minha alma um profundo respeito por tua indiferença... Tão sóbrio você, tão infeliz eu! Tão serio você, tão sonhadora eu! Tão cético você, tão inocente eu! Eu quero poder um dia olhar-me no espelho e ver o reflexo do amor, de um ser que é verdadeiramente amado, não este resquício triste de abandono que você deixou em mim. Tatuagem de lágrima na face. Marcas de dor nos olhos, outrora tão brilhantes, anteviam a felicidade tão esperada, hoje nada mais são que desatinos. Isso! Meus olhos são dois desatinos de saudade! Saudade que nem deveria existir se eu pudesse ditar as regras para este órgão terrível que habita no meu peito e que me leva para onde quer... Não, não iria sentir saudade de um sorriso que fora tão desmerecido, de um olhar, que julguei tão sincero, e que, no entanto mostrou-se traidor, infame.
Eu não o odeio porque eu o amo! E mesmo agora depois de certo tempo, ninguém pode amor, ocupar este espaço no meu coração, não entendia porque eu estava limitada para amar, mas de repente, do nada, eu descobri que ninguém pode ter acesso a meu sentimento porque mesmo depois de tanta tristeza meu coração é só teu.  Eu sei que você não me merece, sei que já sou passado distante em sua existência, sei até que para você fui só um sábado, só um papo, só um medíocre beijo, mas para mim você havia sido mais que isso. E pior você ainda é mais que um simples minuto na minha vida. Eu sequer sou um segundo na sua... Mesmo assim não importa porque vou amá-lo em silencio, um silencio reconfortante, vou suspirar com sua lembrança, vou sorrir pelos seus sorrisos e sentir seu aroma a toda manhã. Eu,antes que tudo tenha um fim, preciso confessar-te algo, sou rainha das palavras que uso, sou estrela maior dos sentimentos que expresso, e violando as normas da escritas, e traído meus leitores, e deixando de lado minha ética, eu confesso que tentei conquista-los com meus textos. Perdoe-me por ter sido tão baixa. As palavras são como sangue para mim. Eu as traí para tentar fazê-lo me amar. ‘Queria que alguém me amasse por algo que escrevi’, disse um cara no twitter, e eu desejei a mesma coisa quando li. Só queria que me amasse por alguma razão... Mas, não há razões para o amor ou desamor. Ele simplesmente acontece ou não. E quando ele acontece em parte, como no meu caso, doí mesmo ué! Também sigo planejando a felicidade. Também lembro de vez em quando suas palavras... Às vezes, elas me ferem, às vezes, me consolam... Quantas vezes esperei você voltar? Não eu não te poderia dizer quantas vezes o fiz. Acho que faço isso ate hoje! O que acontece afinal? Eu sei, hoje sei que não voltará pelas razões que desejei um dia. Talvez até volte, até tome comigo um sorvete, ou não... Mas não voltará por mim. Por mim nunca o fará. Talvez por um senso de dever, talvez por uma distração, um acaso, quem sabe? Mas não por mim.
Você me disse que te faço sentir bem... Eu sorri comigo, sabia? Eu podia fazê-lo sentir-se bem todos os dias se houvesse se permitido tentar. Não importa mais. Você fez sua escolha! Você tem suas razões. Eu ainda estou sozinha, agora muito mais, porque meus sentimentos, minha alma vai junto com essas palavras e declarações tão bobas. Terás então levado tudo de mim! 
Sempre choro quando me lembro de você, e sempre há um enxoval de lágrimas quentes e pululantes quando escrevo para você.  Lembra que te prometi viver o meu sentimento por você de um modo a não incomoda-lo? Então quero que saiba que este único modo que achei para amá-lo foi escrevendo para você toda vez que a saudade de você me apavora, quando estou triste, quando me sinto o ser mais só do universo, é a sua lembrança, meu amor, que me faz forte. É o seu amor que ainda me mantém aqui, assim... Esperando qualquer coisa que me faça ser feliz. Talvez meu coração ainda espere por você! A pergunta que me faço a cada novo amanhecer é até quando este sentimento tosco e estranho vai ficar aqui entranhado na minha alma... Afinal até quando eu vou amar você?

CARTA DE UMA SOLIDÃO


Não sei aonde que anda minha paz... Estes dias a vida tem me deixado meio aflita e triste. Vou contar-te como as estações fazem toda a diferença em minha vida. No verão vêm os amores, no inverno a solidão, no outono a esperança, e a primavera, esta daí não alcançou meu coração ainda...
Eu sou jovem, é uma verdade que alegra e mesmo assim não é suficiente para arrancar de mim um sorriso. Por que isso? Porque apesar de tudo há um vazio indefinível dentro de mim... Este vazio é algo que de algum modo já esta comigo desde que me entendo por gente, não sei se pode entender. O que acontece dentro de mim é que nem mesma eu sei muito sobre mim. Às vezes, faço e digo coisas que não fazem parte de minha alma. Digo-as por alguma razão no meu intimo, às vezes, nem meço a sua abrangência, nem o estrago que pode causar. É inconsequência linguística, imaturidade, não sei bem, um pouco de tudo isso. O que senti há pouco é que realmente não sei se há volta para o caminho que tomei algum dia. Prendi-me numa redoma, inventei um mundo só meu somente sai dele algumas vezes, por alguns sonhos, por amor... Todas as vezes que arrisquei ser eu mesma neste outro mundo ao qual não pertenço, saio meio torta, meio sem noção, meio sem saber como agir com a realidade que não posso mudar e moldar. Não pertenço a este povo, ou não pertenço a este lugar. É assim que sinto. É assim que é... Ando meio vagueando, perdida mesmo, tenho muitos medos, é verdade, mas consciente de que alguns deles são vãos eu caminho sozinha por essa estrada esquisita e feia que me coube. Não sei realmente se eu a escolhi, mas acho que ela é UMA única saída que se me apresenta todos os dias pela manhã. A primeira imagem que vejo é o vazio que me acompanha ao levantar e ao deitar... Não sei se alguém poderá quem sabe um dia, entender que tipo de coisa se passa dentro de mim. Também não me importo muito com isso, afinal que diferença fará para mim a opinião de alguém que pertence a esse ridículo mundo falso? De que valor tem para mim o sorriso de um amigo que faz parte desta sujeira hedionda que ronda este planeta? É isso que ouço, varias vezes, repetir-se dentro de minha cabeça. Imaginar que os outros não prestam e que nem me fazem a menor falta é apenas meu modo de sobreviver. Eu não vivo tentando ferir os outros, mas o faço, faço sim! E apenas o faço porque tenho de sobreviver, afinal este é um Mundo de feras, também tenho de ser fera, não é o que diz Augusto? Acaso ele mesmo não foi fera? Por que seria diferente comigo? É verdade que poderia ser diferente, mas não foi! E que culpa, eu, tenho por isso? Acaso escolhi ser fera? Acaso não foram os outros que me transformaram nessa ‘ triste fera’ que sou?’.
São inseguros meus passos, são frágeis as minhas mãos e meus olhos, de naja, são sutis, são minha perdição. A culpa não é dos outros, e sim dos meus olhos. A culpa é somente deles! Quem os manda ser assim? Quem os induz a revelar-me sem que eu mesma o faça? Não! Eu não poderia julga-los, penso que eles andam por aí, tão perdidos quanto eu mesma, tentando liberta-se de mim. É. Eles buscam a liberdade de dias que não conheço. Buscam a verdade dos outros revelando a minha verdade. Buscam a riqueza das almas, deixando como objeto de barganha a minha própria riqueza. Levam tudo, nada me resta. Sou traída pelos meus olhos que me são a perdição. Não há olhos ou boca, ou coração que suporte a miséria das almas humanas que nos cercam. A ignorância de sonhos que serão somente sonhos, por covardemente, nem sequer acreditarem que podem ser reais. Sou covarde também, mas estou aqui admitindo, isso já se torna em mim uma virtude. Mas, e aqueles com quem tenho de lidar todos os dias, acaso eles não são mais covardes do que eu mesma? Acaso sou eu que nego, que fujo e dou desculpas, que tenho medo de acreditar no amor? Acaso sou eu que não sei dizer não, quando isto é, no mínimo, necessário?
Disse para mim mesma que estou farta! E é isso! Estou farta de tudo! O que fizeram com minha alma? Por que me feriram a ferro e fogo? Por que doí tanto acreditar de novo e errar de novo? Dói. Logico que dói. É que é muito fácil olhar para alguém e dizer que você o ama. Não, você não se importa. Já se pegou questionando o que houve com aqueles que você disse que ama? Não? É que você apenas diz e vai embora. Nem se pergunta ‘ Será que ela ou ele acreditou? E se acreditou, como viverá agora, que estou indo sem aviso prévio’? Tenho sim consciência de que um aviso prévio não minimiza dor alguma. Mas, pelo menos abranda a dor da espera, afinal por que esperar por alguém que não vai voltar? Por que amar alguém que diz uma coisa hoje e amanhã não é sequer capaz de dizê-la novamente ou mesmo desdizê-la? Se bem que desdizer é muito estranho. Não se pode desdizer algo, mas você pode ‘ voltar atrás no que disse’, ou dizer o contrario, ou corrigir o que disse. Não! Não tente justificar o porquê de ter dito, nem tampouco a razão de estar me olhando nos olhos e, com ar de sincero, desdizendo tudo. Quer saber qual a sensação que tenho passeando dentro de mim com essa sua atitude bondosa de me poupar, alias, se quis me poupar por que não o fez antes de dizer o que disse e iludir-me com essas ‘tranqueiras’ de amor? O que sinto é muito parecido com o que se sente quando se está do lado de um precipício e o seu MELHOR amigo do nada o empurra com força para baixo, desejando, e você pode ver nos olhos dele, o seu fim. È que também eu estava à beira de um precipício e graças a você, eu caí nele de uma vez! Destruí-me e a culpa é sua! Por que resolveu me salvar na ultima hora? Acaso não sabe que nada, ouça bem, nada pode ser mais cruel do que salvar alguém de um fim digno para depois sujeita-lo ao abismo do desprezo? No poço em que me afundava estava abundando a todos a minha ‘gloriosa’ partida, enchia-lhes os olhos de prazer, eu podia sentir, mas tinha de haver alguém como você no meio da multidão, que se apercebendo de minha dor veio ao meu encontro e ‘abraçou-me com belas promessas de felicidade’ para posteriormente ser a mão que me empurra ao nada. Não compreendo. Por que não deixou tudo como estava? Por que tinha de querer carregar em suas costas este mal? Deixasse que me afundasse e pronto. Ninguém tinha nada a haver com aquilo, nem você! Então para que intrometer-se e apunhalar-me quando já sonhava com libertação? Não sabe! Sei que não sabe... E daí? Não me importo! Você também não se importou antes por que se preocuparia agora? Viva com essa culpa! Ela é meu presente de despedida para você, meu bem!
Eu vou embora, vou sim! Mas, antes me indignei a esclarecer as razões pelas quais devo partir, não! Não morra de inveja da minha atitude, você não poderia mesmo fazer ao menos isso! Custaria demais para você dizer a razão pela qual foi se adeus, ou com adeus, sei lá! Não me importo! È verdade que ainda eu o quero, mas se não dá, não dá e pronto. Para quê vou ficar insistindo em uma coisa dessas, atoa. Não... Eu vou agora e vou sozinha!