domingo, 9 de dezembro de 2012

NOITE ESPECIAL

Nossa hoje foi tudo muito louco. Primeiro porque eu não podia supor que tanta coisa, no mínimo inusitada, aconteceria, depois porque ele foi totalmente inesperado. Estou sorrindo de felicidade. Gostei que ele me surpreende-se... Gostei de sua maneira inconvencional de fazer-me sentir em casa. Gostei de que tudo tenha saído dentro dos limites do melhor modo possível. Primeiro a loucura de não assistir ao filme programado, isso já seria um indicativo de problema, mas não percebi. Ele ser tão calado, outro tranco. Eu ser tão insegura, outro tranco. Estarmos indo para o novo me assusta em alguns momentos. Sou doce, mas sou tão menina. Foi tão bom, mas pode nem ser nada amanhã. E é tão estranho!Sabe, depois nem ser nada... Eu acho meio estranho...
   Bem, vamos seguir o rumo da prosa para não perder o sentido do encontro. Fomos até a locadora e locamos um filme. Interessante, mas não planejado. Gostei do filme, apesar da qualidade não ser essas coisas, o contexto é maravilhoso, meio fantasioso, critiquei em algumas partes, mas no intimo sorri feliz porque gosto de acreditar em fantasia. Eu não disse a ele, claro. Não acho que notou. Estava inquieto. Mexia-se para lá e para cá. Não sei se esperava de mim alguma ação, mas se sim, então eu falhei. Achei-o cavalheiro, não foi rude ou indelicado. Mostrou-se atencioso e quando sentiu que eu congelava, ele desligou o ventilador e fechou a janela. Cuidou de mim e isso foi legal.Isso foi gentil. Fiquei mais confortável, mas não menos frustrada. O filme ‘empacou’ por varias vezes. Ele consertou em quase toda, na ultima foi minha vez de fazer funcionar... Não deu muito certo. E, acreditem ou não, ficou em nós uma lacuna sobre o enredo.
   No entanto, houve um imprevisto e ai meio que desandou a alegria de estar fazendo aquilo. Pertubou-me a preocupação de resolver outros impasses que nada tinham que ver com esse encontro. Pronto! Tudo, ou quase tudo tinha saído do meu controle. Fiquei assustada, depois tranqüila, pois, vivo repetindo que o que não tem remendo, remendado está. Pensei nisso naquela hora? Não, não pensei! Não pensei em nada, somente como ia fazer dar certo. Não podia. Não estava sob meu comando fazer funcionar... Mas, daí vem à melhor parte. Uma atitude ousada, inesperada e boa. Gostei do que fez e do modo como fez.                     
   Ao me deixar em casa, olhou-me com um olhar meigo, senti vontade de abraçá-lo e então nos abraçamos... Faltava algo. Nossa boca não pronunciou nenhuma palavra sequer. Apenas senti sua mão em volta de minha cintura, movendo-me em sua direção e então eu soube que queria aquilo, queria aquele beijo, e queria muito. Ele também se mostrou firme e isso me deixou feliz. Tomou-me e me beijou... Beijamo-nos outra vez... Sentir seus lábios tocarem os meus foi bom... E então, nos afastamos em silêncio... Nada foi dito. Nenhuma palavra violou nosso silêncio... E ele se foi e eu fiquei... E aí ele foi dormir... E eu vim escrever sobre como coisas simples como um beijo podem encher um alguém de felicidade. Uma felicidade tão passageira, tão boba e tão deliciosa de sentir! Então esta noite, acho que exatamente por causa dos acasos, tornou-se inesquecível e muito especial... Mas, o final dessa história nem eu sou capaz de prever!