sábado, 8 de dezembro de 2012

O ENCONTRO


Eu não sei no que isso vai dar, mas confesso que minha mente me permite imaginar um zilhão louco de idéias... Eu sei que nesta tarde o sol me abriga na imensidão de seus raios de aurora, ilumina-me por fora, aquece-me por dentro enquanto espero ansiosa que você surja e me faça saber que todas as coisas podem sempre ser melhores e que só depende de nós. Habitualmente sou tremendamente ansiosa, por uma razão estranha esta tarde trouxe uma suave paz e uma leve espera... Não grande, nem pequena... Apenas ideal. Não tenho grandes esperanças, apenas as adequadas, espero que seja bom para você, que goste de mim, que deseje estar aqui mais vezes... Penso rápido sobre tudo quando ao longe imagino ter visto sua sombra passar... Está aqui, posso te sentir. Não me vês ainda. Caminho devagar até a mesa de madeira branca prensada e apoiando meus braços sobre ela sento-me enfim na cadeira. Ela é incomoda. Então ao me voltar para  me arranjar nela de modo que minhas pernas se encaixem, eu vejo você e uma força inadvertidamente me levanta. Teu sorriso, minha duvida. Vou ao teu encontro? Espero-te aqui? Decido pela primeira, simplesmente abraçando-te carinhosamente. Vejo teu olhar depois, de reconhecimento, simples, difícil de interpretar... Seguimos em direção a mesa outra vez, agora por uns passos lado a lado. Inicialmente desejei que tivesse sentado na cadeira oposta, de frente para mim, queria ver-te, observar-te, não sei... Mas, com poucos instantes senti dentro de mim que você havia ocupado a cadeira certa, com ou sem significado especial você estava do meu lado, de modo companheiro... Gostei de sentir familiaridade contigo. Tua voz emanava duvidosa, depois aos poucos falava sobre você com mais certeza de que eu era a mesma. E você era o mesmo que diz "blz". rsrs. Fomos felizes por um pouco... Sentia que estava presa ao um segundo eterno que não queria que terminasse... Você, bem menos a vontade ouvia com risos entrecortados. Por muito eu queria estar assim, sem nada de especial para fazer ou dizer, sem me obrigar a ser o melhor para cativá-lo, exatamente assim... Simplesmente eu! Leve, meiga, sonhadora e meio chatinha...  Sabe que sou assim alguém que muito errou tentando acertar, mas que cujos erros foram válidos. Somos ambos, feitos do mesmo barro e sujeitos aos mesmos caminhos... Ainda bem que atravessei sua estrada. Foi bom ter estado aqui nesta tarde. Queria agradecer pelos bons momentos agradáveis, pela boa conversa saudável, pelos risos que há muito eu desejava despejar... Foi meu todo o prazer de pode desfrutar de sua adorável companhia... Até os seus silêncios tem um sentido que acalma...

" O CORAÇÃO realmente TEM RAZÕES QUE A PRÓPRIA RAZÃO DESCONHECE, como dizia  Blaise Pascal..."