sexta-feira, 29 de março de 2013

BONS SONHOS!


 Já no fim da noite assistia sozinha ao filme " UMA CARTA DE AMOR' , um lindo filme que expressa uma variante de um verdadeiro sentimento que nunca morre. E melancólico e atribulado, mas magico e sentimental. Chorei é verdade, chorei muito. Aquilo parecia aos meus olhos um anuncio de que minha sentença havia sido decretada e que estava jogada as cinzas de dias vazios e solitários. Meio dramático, é verdade também. E no entanto, aquela certeza se uniu a meu peito de tal modo que comecei espalhar e viver minha desesperança. Mergulhei num mundo virtual para buscar abrigo. Encontrei um lugar sereno, uma praia cuja paisagem era divina, e o por-do- sol  fantástico, resolvi que ali tentaria armar minha rede, ali era onde eu gostaria de habitar. Mas, o dono me permitiria acampar naqueles campos? E isso eu tinha que saber. Então, nunca uma pergunta precisou tanto de resposta. Como tenho minhas convicções de que 'nãos' são melhores que as  duvidas, atrevi-me a ir até ele e bondosamente questionar-lhe sobre isso. Claro, todos sabemos que chegar de mãos vazias, quando se deseja do outro uma graça não é sábio. Consciente disso, roubei de um jardim especial uma rosa e sentindo seu aroma forte no espaço que nos separava, estendi-lhe a mão com delicadeza e ele a apanhou de mim. Sorriu com seus olhos meio apertadinhos, mas não muito, e deixou que eu me aproximasse um pouco e lhe estendesse também a declaração de que deseja habitar aquele paraíso. Pegou-a com ar firme, e iniciou uma longa leitura de cada palavra, como alguem que toma um bom vinho sentindo as 'notas' de seu aroma entrando-lhe pela alma. Ele parecia satisfeito, elogiou-me por ter redigido frases de impacto, delicadas, respeitosas, agradeceu-me por respeitar seu direito de escolha, sua decisão final foi um "Vou pensar com afeto". Sinceramente isso poderia desanimar qualquer um que não tivesse lido nos olhos um sim como o que eu pude ler naquele instante.
  Não tive duvidas que quando um dia fosse chamada por seu coração, ele me atendesse gentilmente e me falasse de seu intimo e de seus sonhos. E mesmo assim, a espera foi uma tortura, buscando por vezes encontra-lo. Quando por fim se deu o encontro, não foi só um encontro, foi uma fusão, e ficamos unidos por uma estranha marca vermelha que chamam alguns de amor! Estamos aqui hoje, e vivemos dias intensos, diferentes, de luas nunca antes vistas... Caminhamos lado a lado por uma felicidade mutua... Quando dois amam tudo flui naturalmente...
  E é assim que sonhos passam em silencio a serem reais...

                                                         Leo*