terça-feira, 25 de junho de 2013

E QUANDO VOCÊ VOLTOU...

   Lembrei de tudo que ja conversamos... E essa noite foi tão linda. Tão suave.
  Sabe, quando você foi achei que nunca mais ia voltar. Chorei, sofri como uma criança que perdeu seu primeiro dente. Meio sem entender que iam vir outros dentes... Que quando acaba de sonhar um sonho, sem nem perceber, outro sonho nasce na alma, parece até um mecanismo automático de nossa mente pra nos manter vivos. Como uma aula de fisiologia, onde aprendemos como estamos preparados pra vida. A própria vida parece a guerra, onde temos que existir de batalha em batalha...Perdemos um dente e temos outros, e depois quando já não temos mais de onde tirar dentes, então supimpa, compramos um dente novo. Eu sabia da teoria dos dentes, mas também estava consciente que num dava pra ir na farmácia e pedir um novo amor, ou então, você de novo! Seria estranho pedir outra dose de você no bar da esquina, uma ficha pra reprisar nosso filme, o da nossa vida... Seria estranho, muito estranho! Era por isso que doía tanto no inicio... O mais engraçado era a certeza! Aquela certeza que você ia voltar!
  Eu juntei minhas canetas e fiz um colorido rascunho do amor. Eu resolvi te procurar e ajustar os pontos com você. A gente podia ser feliz. Só que algo ainda parecia errado. Precisávamos analisar, desmistificar a coisa e resolve-la. Primeiro, o tamanho do espaço no meu coração. Ei, esse espaço era suficiente? A gente pode ampliar se não te satisfaz. Segundo, num gosta do lugar que tem? A vista não é das melhores? A gente transfere amor, tu vai mais pra direita, mais pra esquerda, se ajeita do teu modo. Terceiro, não gosta da cobertura? As telhas te incomodam? Forramos com PVC, o que acha? Gesso, lona. Dá pra resolver! Quarto, o piso é muito escorregadio? Podemos mudar de encerador, trocar o produto, comprar outro piso. Quinto, a cor te deixa triste? A gente pinta tudo de novo. A gente combina, você pode escolher a cor que te agrada! Dá-se um  jeito a tudo amor... Tem um jeito. Eu ia gostar se continuasse sendo morador do meu coração. A gente recicla, reconstrói, remonta, troca a mobilia. A gente deixa do seu jeito e pronto! Você fica, fica pra sempre no meu coração!
  E ai, deu tudo certo amor! Ai você voltou! E ai, a gente ficou feliz... Eu disse que tudo se arranjava... Eu sentia isso, porque o amor é maior que tudo. O verdadeiro sentimento une pra sempre, e não importam as quedas, os deslizes, o perdão cura tudo.  E quando você voltou, foi que eu soube que vale a pena acreditar na força modificadora dentro de nós. E eu soube que alegria tem tempo... E que eu queria muito aproveitar essa alegria de poder te abraçar apertado outra vez. De dizer no teu ouvindo como é grande todo meu amor por ti... E quando você voltou, só ai eu pude ser realmente muito feliz!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A DISTÂNCIA ENTRE NÓS

 
" Era segunda-feira e a gente acabava de se conhecer, era um dia especial. A gente sabia que ia ser difícil, mas nem eu, nem você poderíamos ao menos pensar em não viver isso... Toda vez nossa história começava assim, meio como um conto de fadas, com um 'Era uma vez...' tão sonoro que doía na alma não ter tempo de ouvi-la toda. Passamos a dividir sonhos e passos e não podemos nos separar agora. A distancia entre nós nunca existiu, NÃO PODERIA COMEÇAR A EXISTIR AGORA!
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  Quando Linda escreveu isso pra Marcio, ela sabia que esse passo mudava tudo. Ela estava assumindo que as dores dentro dela só cresciam. Assumia seu desespero em vê-lo indo a cada dia e sentir-se imóvel, sem poder fazer mais nada pra que não fosse. Ele, talvez estivesse muito distraído pra perceber que ia. Estava envolvido e nem notava como já mudara e quanta falta estava fazendo. Essa mensagem num outdoor da cidade era um apelo ao amor, um choque necessário, um grito de socorro pra que uma coisa divina não desaparecesse assim, sem ser notada. O seu amor estava se distanciando aos poucos, ela sentia que a cada dia ele estava menos com ela. 
  Quando li aquilo eu soube do que ela falava. Senti como se olhasse meu próprio reflexo num espelho triste...Não era sobre tempo, sobre obrigações. Era sobre sentir-se próximo, fazer parte de outro mesmo de longe. Sabe, sentir que você esta nos olhos dele, na pele, no sorriso! E quando já passa a ver-se vazios e silêncios insignificativos, ai sim tudo está indo mal... E aquela tristeza que perdura, aquelas lágrimas que insistem em cair, aquele sorriso cheio de uma alegria que não mais nos visita, aquela monotonia de não esta mais perto pra resolver isso com olhos nos olhos, nada mais tem graça, a vida e as horas já não tem nenhum sentido, ai, somente aí, é que finalmente alguém atento percebe que esta passando a magia, que o sonho pode estar morrendo e que a distancia que se plantou entre nós esta nos roubando do outro. E nesse segundo o tempo e o mundo e as estrelas mudas param diante de nós. E nesse segundo triste passamos a deixar de ser pra simplesmente sentir que não pode ser assim... E não pode mesmo ser assim!
  E quando refleti sobre aquela tristeza, sobre aquela dor secreta que tão vorazmente acabava de ser revelada, eu lembrei que em mim existe uma saudade. Lembrei de uma dor leve que se infiltra em mim... Uma saudade de colo que afugenta minha alma feliz, que a deixa chorosa e vazia. E eu, como a Linda, também gostaria de fazer um apelo a todos os 'Marcios' que estão na vida das 'Lindas' , mais que não deixar morrer o amor, a magia e o sentimento de estar juntos, por favor, voltem ao coração, sejam os mesmos que nos encantaram, os mesmos que amamos!
  Era assim que a Linda terminava seu grito... E é assim, com as palavras dela que termino esse conto.
  "Me devolva você! E volta  a morar no meu coração!"

domingo, 23 de junho de 2013

COISAS QUE NÃO DEVIAM ACABAR

Kenn esperava o trem já á meia hora e nada de ele chegar... Ultimamente havia esse ‘maldito’ atraso diário, horas a fio a espera de um trem que deveria adiantar seu caminho e pelo contrario o estava atrasando, atrapalhando, fazendo-o perder tempo. Precioso tempo, aliás!  
Naquela manhã somente não perdera todo tempo do mundo porque tinha em sua mochila um exemplar do conceituado livro ‘Diário de bordo de uma dor’ do escritor holandês Roney Dunck. O assunto era muito intimo, mas o escrito era adorável. Naqueles instantes em que mergulhou nas palavras esqueceu-se por completo, ou quase, do mundo que o exigia pressa, muita pressa. Desejou que aquele trem á muito atrasado nunca mais aparecesse que deixasse esse mundo volátil e fosse dali mesmo, sem despedidas, transportado pra outro universo além de qualquer sonho. Essa leitura intensa o levou da tardia espera...
Aquele livro, aquela história, aquele momento que inicialmente era estressante simplesmente virou desejo de eternidade. Ele desejou que nunca acabasse. Ao entrar no trem suspirou com voz triste e disse:
- Viajar nos livros. Amar alguém. Tomar chocolate quente. Conversar com os amigos. Sorrir pra vida... Definitivamente existem coisas que nunca deveriam acabar.
Seu trem partiu. Partiu seu coração. Agora que acabou, tudo esta sem graça. Tudo meio sem sentido, tudo está meio partido.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

 
" No coração é que esta o brilho de luz das mulheres apaixonadas."