sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O DIA QUE TE ENCONTREI

    Lembra nosso primeiro olhar, o primeiro sorriso e a primeira ação? Você consegue recordar dos passos apressados que dei até me afundar nos teus braços num abraço que desejei que jamais tivesse fim? Lembro-me do que já em teu enlaço pronunciei meio com medo de estragar com aquela mágica de estar do teu lado, mesmo assim arrisquei palavras que morriam para serem ditas e estavam entaladas na minha garganta, baixinho quase que só para mim eu te disse “Que saudade”.
   E eu sabia que depois daquilo nada seria como antes nem para mim nem para você. Só que em nós as coisas mudaram em direções opostas, você pela importância de saber que eu era real, que eu era o que dizia ser e que jamais havia dito uma coisa inverídica para você, e você que se materializava na minha frente, diante dos meus olhos você, um homem que pensava ser um sonho, de repente tornava-se real, cheio de coisas comuns e meu coração soube que tudo não havia sido apenas um sonho. O toque das tuas mãos fofinhas nas minhas, sentia um calorzinho peculiar, eram as mãos do meu amado que agora se encaixavam com emoção nas minhas, e era um encaixe perfeito e doce...
   E durante os seguintes momentos eu te olhava e você me olhava e num beijo profundo que refletia saudade e desejo estávamos aprisionados e felizes. E os espectadores eram meros figurantes de uma historia tão particular que doía em nós a evidencia de tê-la de dividir em algum momento. A distância tornara-se um mero detalhe e somente o brilho dos olhos e o gosto do beijo era significativo, grande e belo para almas que se encontram e almejam a plenitude depois de tanta ausência. E no momento mais bonito e sublime a relação eterna do amor e da saudade mesclou-se apaixonadamente, embriagando-nos e absorvendo-nos abertamente... E de você fez-se eu e de mim fez-se você!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

TOMANDO UM SORVETE


   Sim, em plena terça-feira eu viajei uns 60 quilômetros só para desfrutar desse delicioso sorvete de chocolate com coco, creme e baunilha, que tanto amo e, mas que isso, desfrutar de teu sorriso. Combinamos que seria assim, você rodaria metade do caminho e eu a outra metade, dividiríamos os quilômetros na metade e os percorreríamos até o meio termo, que era a pequena cidade de Santana d’Avila, famosa por sua pizza quatro queijos inesquecível.  E ali, reuniríamos nossas boas vontades e tomaríamos o melhor sorvete das nossas vidas, com sabor de conquista, saudade e alegria por um reencontro depois de anos de ausência. 
   Já não éramos as mesmas pessoas de antes, você com suas pequenas ruguinhas na testa, não me mate por isso, e eu com meus pequenos detalhes esbranquiçados que surgiam insistentemente na cabeça, aqueles fios que pareciam reluzir, denunciavam que os anos nos mudaram. Você tão descontraído e simples como outrora fomos ambos, e eu meio carregada de uma vida desgastante, talvez, e hoje admito, tenha escolhido o caminho errado... Não importava mais... Estamos aqui agora, você e eu e nosso maravilhoso sorvete!
   Meu anjo, você é a mesma criança com um sorriso fixo e deslumbrante e tem o mesmo fogo de vida brilhando nos olhos negros e profundos que parecem querer adivinhar os meus dias, e eu sou a moça dengosa e tímida que ainda tem muito medo de admitir o que os olhos entregam... E é inevitável não recordar aquele primeiro encontro, aquele primeiro beijo e a pele que arrepiava de sentir as mãos a toca-la tão doce e ardentemente com um desejo explicito que nos era singular... Era paixão, exalava ternura um reencontro a essa altura. Saudade, talvez saudade seja o termo correto a ser aplicado para explicar a ausência que sentia de não ter nas minhas as suas mãos agora. E por anos, não pode imaginar a falta que me fez aquele calorzinho doce da sua mão na minha como namorados felizes.
    E já que estamos aqui, posso te confessar de todas as vezes que na madrugada me perguntei o porquê de nossos caminhos não terem sido unidos para sempre, imagino que seria adorável tê-lo comigo pela a vida afora. E que sinto felicidade de saber, e ouvir de ti que muitas vezes fica matutando nisso e perguntando-se o mesmo. O que implica em assumirmos que nossa conexão com os anos não se perdeu. É que o ar romântico desse delicioso sorvete nos estimula a um flash Black, é irresistível... E pior que nenhum de nós quer mesmo resistir!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

- DE VOLTA PARA CASA!


    Ouvindo o barulho das folhas da mangueira a cair, lembrei-me imediatamente dos sonhos que no inicio da manhã já perecem como aquelas verdes folhas que caiam sem esperança sobre a poeira dos dias. De uma criança que nos meus dias de juventude apontava para a rede ainda vazia e falava insistentemente sobre o sono, a fome e a lágrima do ‘pisilicão’ que eu nunca pude conhecer.  Dos banhos de rio no inicio da tarde e da companhia alegre do meu primo Ferreira. Ele tinha anedotas e sempre havia uma boa piada na manga. 

    Na casa de vó Sinhá tinha pão de queijo fresco, numa mesa farta sempre era a broa de fubá que me chamava mais irresistivelmente. Na manhã acordava com os pássaros que faziam por onde privilegiar a visita e me faziam serenatas ao amanhecer sem se importar se eu queria ou não prestigia-los. E tinham os papos da noite, aquelas historias longas que alguém criativo sempre conta, puxada, arrastada... arrasta a noite a arrasta a gente... E vamos seguindo... Na hora de partir a mala parece pequena para tantos momentos felizes e tantos sorrisos. Mas, em casa, tem a mulher da foto que beijo toda noite e tem aquele sorriso e aquele abraço que me aguarda. E eu entendo que sim... Tá na hora de ir para casa!
  

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

PLANO DE HOJE

 
    O plano de hoje é sorrir. Isso mesmo, sorrir. Não precisa ter nenhuma razão para isso, nem pensar que precisa de um porquê. Sorria porque descobriu que entre tantos que não podem ver, ouvir, caminhar, respirar, decidir, procurar, esperar... Entre tantos que não podem tantas coisas, você simplesmente pode tudo ou quase tudo. VOCÊ PODE!

   O plano  é deixar o passado repousar quieto, em paz e seguir em frente, feliz. é sacudir a poeira dos dias que foram terríveis e acreditar que nós somos a mudança que queremos! Nada mais de ciumes, angustias e medos tenebrosos de horas que não chegam, chega de planejar os desastres e vamos nos concentrar nos milagres. Vamos, como diz a musica, aproveitar o dia,  a noite e o agora e falar de flores, e falar de amores e beijos e ternura. Vamos falar de lembranças de praia, sol e chuva. Da companhia amavel e dos silêncios cheios. Vamos fazer ser bom, mudar os caminhos que parecem decididos a nos levar ao lugar errado, rescrever, reeditar o que for preciso e ser feliz, ser feliz sem razão, apenas ser!

  Vamos acordar e pensar que acordamos e estamos vivos, e temos o sol lá fora, e as nuvens que fazem bichinhos diante de nós somente para não perdemos a graça infantil de enxerga-los. Que o otimismo, a fé, a brandura e a crença inunde a gente de paz e nos abra e nos liberte  das correntes que nos prendiam até pouco segundos atrás. Agora somos nós mesmo que tomamos nosso rumo, o leme esta nas nossas mãos e somos o que queremos ser, e podemos ser tudo. Borboleta, príncipe, vaqueiro ou playboy, dentro de nós tudo é possível e sempre foi e nunca será diferente se continuarmos iguais a criança esperançosa que vive dentro de nós!

  Somos a criança que mora dentro de nós e que acredita nos outros, na bondade, na amizade sincera, nos valores que jamais vão se perder. Estamos preparados pra isso, só precisamos ACREDITAR! E enquanto dermos asas a essa criança e ela puder voar em nós, alçaremos os voos mais imprevisíveis, pousaremos nos portos mais improváveis e viveremos as aventuras mais inimagináveis desta vida.