segunda-feira, 26 de maio de 2014

A MENINA QUE ESCREVIA POEMAS

    Suzy tinha mil ideias nascendo na 'cuca' a cada segundo e tudo a inspirava. Nesse dia em especial algo mágico guiava suas mãos enquanto definia a importância de escrever seus doces poemas, as vezes, tao bobos e tão intensos. Nesse dia era o simples gesto de respirar, uma ação involuntária que a deixava cheia, transbordante de palavras a dizer. havia o mar, o aceno sem fim de palavras que surgiam como surgem bolhas numa água que ferve e fervia dentro dela a vontade de ser mais nua e mais nua através do que escrevia. E um dia estaria tão despida de seus sentimentos profundos e secretos que qualquer ser merecedor poderia lê-la só de olhar nos seus olhos.
   Tinha sentido muitas coisas durantes seus anos de vida. Algumass conseguira com maestria 'jogar para fora do peito' apenas com palavras. Outras, bem mais intimas e que estavam arraigadas no interior e além, precisou derramar como lágrimas ou rugir como gritos. Não era louca! de modo algum... Sempre fora irrepreensível e contida. Por demais contida, como sempre diziam. O que a fazia escrever apesar de tudo era o tudo. Ela precisava encaixar seus sentimentos em algum mundo particular ou publico. 
    As palavras, ela sempre soube serem de domínio publico e as usou sempre sem reserva. Era a parte que lhe cabia da vida. Escrever incessantemente sobre tudo que a vida era, podia ser, não podia e seria, talvez fosse... Nesse dia o poema era uma singularidade e expressava sua paixão por sentir...Docemente comovedor dizia singelamente que a vida era o que se faz e o que se sente... E mesmo sem titulo algum ainda me emociona ler o que Suzy escreveu naquele dia de sol intenso e céu infinito...
   Hoje, mais que nunca antes sei que ela esteve certa... Escrever é meio como respirar...Pegamos o que está aqui fora e levamos para dentro... Transformamos tudo e colocamos para fora de novo com palavras... Escrever é mesmo como respirar...