quarta-feira, 17 de setembro de 2014

É NÓIS!

Assisti a um filme em que os dois personagens estavam condenados à morte, e foi um drama, com direito a pipoca e tudo, mas apesar do serio problema de saúde, acaso todos nós não estamos também fadados a morrer? Acaso para nós outros esta não é a única certeza de quem está vivo, de que um dia será premiado com a morte? Acaso, eu ou você não temos também somente o hoje e apesar dos planos, quem nos pode garantir um amanhã nesta terra? Ninguém né! Triste e dura realidade, você e eu também vamos morrer... Mas, enfim, não foi para fazer uma meditação que me lembrei do filme, mas uma coisa mais sutil me prendeu nele. Havia outro casal (que não era o principal) cujo lema era a palavra ‘sempre’, era como se a cada vez que pronunciassem isso estivessem se abraçando com essa palavra, e depois surge algo bem delicado entre os personagens principais e também um lema, estes dizem ‘okay’, ‘okay pode ser nosso sempre’, e é assim... Esse okay era seu modo de dizerem ao outro ‘você não está mais sozinho, eu estou aqui’.

E tudo isso é só para chegar até eu e você e nosso lema que mais parece coisa de corintiano, se bem que tu és mesmo corintiano, mas não existe mesmo ninguém perfeito né? Rs. Bem, acho que eu que disse ‘É nóis’ primeiro, ingenuamente, pois nem supunha que você era do Corinthians, mas daí a gente meio que naturalmente adotou essa expressão como um modo de dizer ‘tamo junto’, ‘você esta comigo’, ou simplesmente ‘é nóis’!

Era sábado à tarde e você corria contra o tempo, contra os cachorros, contra o acaso de não saber e contra a droga dos serviços ruins e pela metade que eram oferecidos, e tudo isso por um premio final que era o meu olhar, ou eu te olhar. E no meio daquela imitação de tormenta, simplesmente surgiu à necessidade de te dizer que você estava bem, estava protegido, estava comigo, que você podia ficar sossegado com isso, que no final da tarde tudo já estaria bem de novo, e de novo, e de novo. Daí veio à coisa mais besta, eu disse sem ao menos pensar nela ‘É nóis!’, e pegou... E ficou... E ficamos... E ficaremos para sempre! E apesar da agressão que fazemos ao nosso bom e querido português soa até bem a gente inundado de sentimentos bons dizendo 'É nóis'.