segunda-feira, 12 de outubro de 2015

-SOBRE O AMOR...

Dizem por ai que o amor à gente pode encontrar em qualquer lugar a qualquer hora, mas quem pode saber se isso é verdade? Afinal cada relação tem seu próprio caminho e seu próprio desenrolar... Eu mesma que tanto busquei um amor na vida findei por concluir que não procurar dá mais chances de achar do que o contrario. Um dia, talvez apareça um menino com sorriso bobo, mas sério e calado ao mesmo tempo, e talvez, não necessariamente, ele pareça ser muito bravo e grosseiro, mas talvez seja apenas disfarce para um dor que mais tarde se revela. Pode ser que ocorra numa noite fria uma conversa aconchegante e você o ame pela sua paixão por barulhos de moto, por seu sorriso tão bobo, ou sua maneira de te fazer acreditar na sua grandeza. Pode ser que ele ache você meio arrogante e vocês briguem muito o tempo todo, mas sempre se entendam de algum jeito no final. Pode ser que ambos sejam afiados em discussão, sangue quente para defender o que acreditam e ambos tenham aquela sublime capacidade de deixar de lado essas divergências por algum tempo, daí vem àquela inevitável duvida sobre o que será de nós quando essas coisas já não puderem ser arquivadas em gavetas como fotos antigas daquele tempo de escola? Aí, óbvio, vem o medo de saber que estão, ambos, mais perdidos que no inicio, mais confusos que nunca e ambos sabem que algum dia esses caminhos diferentes irão pesar como uma estaca de tortura desnecessária e aí o que será?
Esse suposto menino, essa suposta garota, que em alguns momentos terá três sorrisos visíveis e mais cem que ninguém nunca será capaz de desvendar ou decorar resolvem inadvertidamente se apaixonar... Aí já era... O que nós, racionais eternos, podemos fazer para evitar que isso acabe com corações partidos e magoas? O que fazer quando o amor bate a porta, e é a pessoa que você tem convicção que é a errada? Aonde ir quando o amor te escolhe? Como fugir de algo que não permite que vá mais longe que dentro de você mesmo? Como, pergunto-me agora insistentemente, evitar corações partidos se a inexorável força do amor é isso, coração partido no fim do caminho? Não viver ou viver... Eis a questão..
Sou de uma estranha raça sem medo! Aquela que antes de apegar-se não pensa e pena, nem sempre acerta, mas tenta. Lembro-me bem de um conselho de uma senhora que encontrei um dia no ônibus, minha filha pra quê ter medo de quebrar se temos o poder incrível de superbond para colar os vasos e mais amor para curar os corações? E senti feliz que sim, aquela mulher silenciosamente e sorridente tinha razão...