terça-feira, 21 de junho de 2016

-EU AMEI TE VER

Hoje começamos uma incrível viagem ao centro do nosso mundo secreto. Nossa felicidade tímida, mas obvia saltava aos olhos dos curiosos e nos abraços beijos ocultos nos uniam. O inicio de uma eterna viagem feliz em direção ao novo, ao vivo, ao vibrante. A viagem não começou tão calma como previmos, porque a chuva, completamente indispensável, totalmente essencial, apesar da mania de superstição que você sugere, ela surgiu para nos aproximar em alguns momentos, como nós pobres mortais presos à moralidade jamais ousaríamos fazer. 
Pequenos gestos silenciosos confundiam os presentes e ai já não sabiam ou poderiam entender o porquê de não sermos o que éramos e somos, mesmo sem admitirmos, e se falta algo concreto, eu concluo, repito e refaço a frase pra dizer claramente que somos mesmo que um em algum momento desminta, mesmo que o outro em algum momento não se dê conta ou fuja, nós somos exatamente o que parecemos ser!
Mas, ai vem à chuva... E sempre tem um, MAS! Só que o de hoje é inocente, saboroso e sábio além de nós. Sabia que seu cheiro iria seguir na minha pele morena por horas, e horas e horas... Que meu sorriso seguiria impresso em sua mente e no silencio da noite, com a cabeça no travesseiro nem teu cheiro, nem meu sorriso sairiam de nós facilmente. 
E que amanhã sendo outro dia não se perderá no hoje por infindos universos, mas repetirá a graça de ter no peito um coração que palpita, vibra e se enlaça graciosamente nos nossos braços em um abraço quente de beijos ocultos!
Dedicado ao gesto de segurar-me pela cintura enquanto atravessávamos a rua na chuva, e proteger-me docemente do frio com seu abraço quente... Que pulsa, que vibra e faz feliz!