sábado, 15 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O ANJO E A FLOR!

Estava no lado do mundo mais habitado. O cheiro de gente junta me dá nauseá. Vejo um homem que bebe cerveja perdido no meio da multidão de outros seres que riem sem razões aparentes e que para mim não tem nenhum significado. Ele também sorri. Tem um sorriso besta, apático, amarelo e ridículo estampado na face. Penso comigo que se tivesse uma rede social não teria um convite sequer, mas os que o aceitavam era por pena ou vergonha de simplesmente rejeitá-lo.
Tem um silêncio amargo gritando dentro de mim e um rosto na multidão de rostos me faz lembrar de você. Sorrio feliz por um segundo... Agora já não sorrio, estou seria, compenetrada, carrancuda. Não dá para sorrir ali tão sem você. Estou entediada e olho o caminhar mediócre da vida cotidiana e admiro intimamente o monstruoso e ao mesmo tempo DIVINO milagre de existir! O homem mais velho, mais livre, menos cívico se afasta da mesa e muito de mim vai com ele... Impregnado em suas duvidas... Minhas duvidas o acompanham pelas vielas afora...
Vem na minha mente tua presença... Aquele dia e aquelas palavras que nunca poderiam sair de mim... E só de lembrar, meu dia tão comum fica colorido de vibrantes cores alegres!
- O que houve com você- Disse-me curioso.
- Sou um jardim abandonado, mas já fui praça!
- Pode ser praça de novo! -O anjo me sorriu!
- Posso?
- Claro que sim! Olha só Minha Flor, todo jardim quando bem cuidado, quando regado com aguas delicadas e caricias abundantes, quando sente a dedicação o cuidado e a espera, ele simplesmente deixa de ser apenas o que é e se transforma... Quer ser praça?
- Sim, quero muito ser praça!

E foi assim, você, Meu Pingo de Céu me tocou e uma metamorfose desdobrou-se dentro de mim ocasionando o milagre da vida! E agora, enquanto espero para te encontrar os minutos parecem eternas horas... Estou há cinco minutos aqui e parece uma eternidade sem você!

domingo, 9 de dezembro de 2012

NOITE ESPECIAL

Nossa hoje foi tudo muito louco. Primeiro porque eu não podia supor que tanta coisa, no mínimo inusitada, aconteceria, depois porque ele foi totalmente inesperado. Estou sorrindo de felicidade. Gostei que ele me surpreende-se... Gostei de sua maneira inconvencional de fazer-me sentir em casa. Gostei de que tudo tenha saído dentro dos limites do melhor modo possível. Primeiro a loucura de não assistir ao filme programado, isso já seria um indicativo de problema, mas não percebi. Ele ser tão calado, outro tranco. Eu ser tão insegura, outro tranco. Estarmos indo para o novo me assusta em alguns momentos. Sou doce, mas sou tão menina. Foi tão bom, mas pode nem ser nada amanhã. E é tão estranho!Sabe, depois nem ser nada... Eu acho meio estranho...
   Bem, vamos seguir o rumo da prosa para não perder o sentido do encontro. Fomos até a locadora e locamos um filme. Interessante, mas não planejado. Gostei do filme, apesar da qualidade não ser essas coisas, o contexto é maravilhoso, meio fantasioso, critiquei em algumas partes, mas no intimo sorri feliz porque gosto de acreditar em fantasia. Eu não disse a ele, claro. Não acho que notou. Estava inquieto. Mexia-se para lá e para cá. Não sei se esperava de mim alguma ação, mas se sim, então eu falhei. Achei-o cavalheiro, não foi rude ou indelicado. Mostrou-se atencioso e quando sentiu que eu congelava, ele desligou o ventilador e fechou a janela. Cuidou de mim e isso foi legal.Isso foi gentil. Fiquei mais confortável, mas não menos frustrada. O filme ‘empacou’ por varias vezes. Ele consertou em quase toda, na ultima foi minha vez de fazer funcionar... Não deu muito certo. E, acreditem ou não, ficou em nós uma lacuna sobre o enredo.
   No entanto, houve um imprevisto e ai meio que desandou a alegria de estar fazendo aquilo. Pertubou-me a preocupação de resolver outros impasses que nada tinham que ver com esse encontro. Pronto! Tudo, ou quase tudo tinha saído do meu controle. Fiquei assustada, depois tranqüila, pois, vivo repetindo que o que não tem remendo, remendado está. Pensei nisso naquela hora? Não, não pensei! Não pensei em nada, somente como ia fazer dar certo. Não podia. Não estava sob meu comando fazer funcionar... Mas, daí vem à melhor parte. Uma atitude ousada, inesperada e boa. Gostei do que fez e do modo como fez.                     
   Ao me deixar em casa, olhou-me com um olhar meigo, senti vontade de abraçá-lo e então nos abraçamos... Faltava algo. Nossa boca não pronunciou nenhuma palavra sequer. Apenas senti sua mão em volta de minha cintura, movendo-me em sua direção e então eu soube que queria aquilo, queria aquele beijo, e queria muito. Ele também se mostrou firme e isso me deixou feliz. Tomou-me e me beijou... Beijamo-nos outra vez... Sentir seus lábios tocarem os meus foi bom... E então, nos afastamos em silêncio... Nada foi dito. Nenhuma palavra violou nosso silêncio... E ele se foi e eu fiquei... E aí ele foi dormir... E eu vim escrever sobre como coisas simples como um beijo podem encher um alguém de felicidade. Uma felicidade tão passageira, tão boba e tão deliciosa de sentir! Então esta noite, acho que exatamente por causa dos acasos, tornou-se inesquecível e muito especial... Mas, o final dessa história nem eu sou capaz de prever!

sábado, 8 de dezembro de 2012

O ENCONTRO


Eu não sei no que isso vai dar, mas confesso que minha mente me permite imaginar um zilhão louco de idéias... Eu sei que nesta tarde o sol me abriga na imensidão de seus raios de aurora, ilumina-me por fora, aquece-me por dentro enquanto espero ansiosa que você surja e me faça saber que todas as coisas podem sempre ser melhores e que só depende de nós. Habitualmente sou tremendamente ansiosa, por uma razão estranha esta tarde trouxe uma suave paz e uma leve espera... Não grande, nem pequena... Apenas ideal. Não tenho grandes esperanças, apenas as adequadas, espero que seja bom para você, que goste de mim, que deseje estar aqui mais vezes... Penso rápido sobre tudo quando ao longe imagino ter visto sua sombra passar... Está aqui, posso te sentir. Não me vês ainda. Caminho devagar até a mesa de madeira branca prensada e apoiando meus braços sobre ela sento-me enfim na cadeira. Ela é incomoda. Então ao me voltar para  me arranjar nela de modo que minhas pernas se encaixem, eu vejo você e uma força inadvertidamente me levanta. Teu sorriso, minha duvida. Vou ao teu encontro? Espero-te aqui? Decido pela primeira, simplesmente abraçando-te carinhosamente. Vejo teu olhar depois, de reconhecimento, simples, difícil de interpretar... Seguimos em direção a mesa outra vez, agora por uns passos lado a lado. Inicialmente desejei que tivesse sentado na cadeira oposta, de frente para mim, queria ver-te, observar-te, não sei... Mas, com poucos instantes senti dentro de mim que você havia ocupado a cadeira certa, com ou sem significado especial você estava do meu lado, de modo companheiro... Gostei de sentir familiaridade contigo. Tua voz emanava duvidosa, depois aos poucos falava sobre você com mais certeza de que eu era a mesma. E você era o mesmo que diz "blz". rsrs. Fomos felizes por um pouco... Sentia que estava presa ao um segundo eterno que não queria que terminasse... Você, bem menos a vontade ouvia com risos entrecortados. Por muito eu queria estar assim, sem nada de especial para fazer ou dizer, sem me obrigar a ser o melhor para cativá-lo, exatamente assim... Simplesmente eu! Leve, meiga, sonhadora e meio chatinha...  Sabe que sou assim alguém que muito errou tentando acertar, mas que cujos erros foram válidos. Somos ambos, feitos do mesmo barro e sujeitos aos mesmos caminhos... Ainda bem que atravessei sua estrada. Foi bom ter estado aqui nesta tarde. Queria agradecer pelos bons momentos agradáveis, pela boa conversa saudável, pelos risos que há muito eu desejava despejar... Foi meu todo o prazer de pode desfrutar de sua adorável companhia... Até os seus silêncios tem um sentido que acalma...

" O CORAÇÃO realmente TEM RAZÕES QUE A PRÓPRIA RAZÃO DESCONHECE, como dizia  Blaise Pascal..."