quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

-FLORES AO LEITORES!

   Olá a todos que há algum tempo, ou apenas recentemente,tiveram contato com meus textos, aqueles que admiram, acompanham e gostam do meu trabalho como escritora, estou aqui para trazer-lhes flores e agradecer por mais um ano. Que no próximo ainda possa contar com todos vocês e muitos outros mais, se Deus quiser! Beijos no coração de todos e até Amanhã! 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

- LAR...DOCE LAR!



    
       Mal cheguei e já sinto que as palavras brotam como uma flor ansiosa que espera sua estação. Chego aqui em casa e sinto o cheiro do que sou, o aroma de minha essência, o vigor de poesia que me toma, sinto uma inexplicável sensibilidade, como se tudo que vivi houvesse sido guardado para o agora, para florescer nesse momento de inspiração. Não é nada com a minha outra vida, esta que me ocupa quase toda alma, mas que não vou permitir que a prenda para sempre no abismo da falta de tempo para amar. Por que escrever, usar as palavras para tocar corações é o jeito mais doce que tenho de amar, e amo muito!

     Sou poeticamente cheia de uma iluminação divina, sinto-me a rainha das palavras, das mais belas palavras sou portadora, alento e segurança levo aos corações que choram em solidão. Volto a dias de plena luz, num caminho único onde a falta de alguém especial não mais me impede de dizer que amo, mesmo que seja ainda a um estranho sem rosto, mas com grande coração. Estou aflita e frita, porque a gente descobre com os dias a grandeza de muitos universos. E o meu caso e o de muitos outros pelo mundo afora.  Choram por ai como se não houvesse mesmo nada mais em outros universos, mas ai vem uma senhora que esta ainda sem cabelo entra no ônibus, senta do meu lado e sorri, agradecendo a Deus em silencio por estar ali! E a vida cai sobre meus ombros como um bando de elefantes obesos. E a dor que ela devia carregar e uma lição e também um peso sobre mim agora. E descubro nos silêncios de olhares sofridos, velhos, perdidos, pervertidos ou apaixonados pelas ruas, praças e jardins e vejo que mesmo no ônibus, num transito caótico de uma capital qualquer, mesmo lá a vida acontece como diz Marcelo César.  E eu sorrio por ler aquilo em plena segunda, quando o mundo corre, mas eu não, respiro compassadamente como se respirar fosse um ritual e não um ato involuntário, eu decido e executo o respirar assim como se morresse e ressuscitasse a cada instante.

      Que saudade da velocidade dos dedos loucos num teclado me mantendo viva e me ensinando a viver melhor. Que saudade dessa minha casa que tanto gosto, com suas esquisitices que me trazem paz para ser eu!