sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A DOR QUE LATEJA AQUI!

     E a primeira vez que questiono se escrever vai me fazer sentir melhor. Hoje parti ao plano B, desabafar, falar sobre minhas dores e preocupações com alguns amigos, e você não se importa. Descobri que ela é o seu verdadeiro mundo e que ainda estou na sua vida porque pra você convém me ter como ‘apoio’. É um ótimo disfarce ter alguém, ninguém poderia questionar suas intenções não é? E o que compartilham nas madrugadas, longe dos olhos dos que os amam e os pensam honestos e sinceros... E tudo que está escondido nos silêncios e nos olhares e encontros que eu ou ele jamais podemos presenciar ou supor. Mutuamente traídos e emocionalmente violentados. Um abuso do qual ninguém pode nos livrar e uma dor que corta e faz sangrar em desespero. Pergunto-me, exporia seus diálogos em publico? Passariam para nós os seus papos e nos deixariam abertamente a par de suas conversas na noite?
       Na verdade já não espero compreensão alguma. Nem a sua nem a de ninguém... O fato aqui é que você não serve. Não serve pra ser um Homem nem pra cuidar de um amor. E a dor que trouxe com sua presença aqui na alma e as feridas abertas que me fazem desejar a morte a cada instante, são seus rastros impressos em mim... Sua culpa eu estar me decompondo em vida. E aqueles olhos de menina que você encontrou tão reluzente foram comidos pelo seu Carcara particular cujo nome maldito não pode ser pronunciado, e os sonhos foram todos carbonizados com o querosene de suas palavras desoladoras, suas promessas traiçoeiras e falsas. E se hoje não é o fim, ainda não tardará a ser. Uma historia fatídica de um pesadelo real! 
     E o sol queima minha pele e já não importa viver sem a verdade, coberta pelos ninhos de hipocrisia e imundice que me rodeia. Sua alma podre estragou a minha, sua boca venenosa envenenou-me também. Hoje sou só um nada esperando que a vida resolva um caso...

 p.S: Um dia a gente descobre que quase tudo na vida é UM SONHO APENAS!


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

ABISMO PARTICULAR

     Em sete anos de vida eu já era o que costumava me autodenominar de precoce... Uma criança com status de adulto, que já havia experimentado de tudo... De bom, de ruim, de amargo e doce... E por isso nunca pude entender como alguém podia dizer que já viveu tudo desse mundo, se eu que comecei a experimenta-lo tão cedo ainda não o sentiria nem bem em sua metade da metade. E quando a vida se torna uma imensa solidão e nossos planos caem por agua abaixo... Ai é que sabemos mesmo que não somos nada e não sabemos nada e nem estamos preparados para tais imprevistos.

     Eu, como tantas outras pessoas por ai também tenho uma historia repleta de amores e dores... E há também essas angustias que me obrigam a sentir saudade... Eu acho que a origem de minha saudade reside nas minhas angustias, são tantas e tão dolorosas... E eu sinto saudade de experimentar alguma paz, uma sensação de falta de algo que nunca vivi e um inexorável desejo de viver. E hoje a um passo do fim eu fico olhando para os lados em desespero querendo e não querendo um socorro. E sigo na corda bamba sem saber quando caio ou fico firme, sem chão, sem céu, sigo andante ainda pelo mundo perdida. E vontade de terminar a historia e ser eu a decidir por um ponto final em tudo, mas num dá. A ideia que isso é uma grande tolice me soa no ouvido direito e eu não consigo dar um passo e me atirar. E embaixo os espectadores olham e ficam na expectativa. No seu intimo adoram uma boa tragédia e eu pular é uma ótima tragédia para essa pequena cidade que tem tantos cérebros como há pombos machos pondo ovos nas matrizes. 

     E eu duvido de tudo. Menos, essa duvida que não podia mesmo existir, menos do sentimento que eu tinha e você matou em vida. Você é mais de 'vocês' na verdade do que alguém em particular. E eu beberia se fosse chegada nessas coisas e eu morreria se cresse que isso me libertaria desse vazio e me encheria daquela tão almejada paz... Mas, não faço nem uma coisa nem outra. Só escrevo. E desejo brutalmente sangrar os peitos com minha dor e compartilhando-a perdê-la!

   

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O DIA ESPECIAL


         Caminhava distraída. Nem podia supor o que me reservava o acaso daquele dia cinza. E pelo aspecto do céu aquela noite seria bem tumultuada. Não havia um prenuncio de noite como aquele ha dias. E sem lua. A lua parecia ter conquistado o direito sagrado de ausentar-se daquele holocausto. Um incontrolável desejo de vê-la naquela noite me atormentava. Eu a procurava em desespero... Como se fosse a ultima chance de tê-la diante de meus olhos e de certo modo eu estava certa no meu sentir inexplicável.

     Topamos por acaso numa rua escura de Frluye, vivíamos ali há anos e jamais imaginamos, falo por ambos, que estaríamos juntos naquela noite. Sua mão na minha era quente e apertada... Por alguma razão estava suando muito. Falava palavras de despedida. Como se tudo fosse acabar ali, mas o que era tudo nesse caso? O nosso mundo ou a nossa vida? Não dava para saber por suas expressões, pois eram frases vagas e em algumas até usava palavras impronunciáveis. Ele estava estranhamente intimista, introspectivo como nunca antes. Falava de recordações, coisas traumáticas e que nunca ousara antes mencionar. Ele sempre foi calado e eu sempre respeitei seu silencio. Imaginava, nas noites frias em que ele demorava a vir deitar, ficava diante da janela olhando fixamente para lua com uma expressão de desalento, que tinha algo escondido, algo terrível o importunava naquelas madrugadas. 

         Caminhávamos sombrios como a própria noite. Ele me contou que quando era criança sua tia Dora o levou a um barco e quando estavam no meio do nada ela sorriu com riso de desdenho e disse ‘ Menino, vamos morrer, não temos mais como voltar ao porto, sem comida e agua morreremos aqui, temos mais uns dias, só isso’. Ele se apavorou e sentado na proa apenas conseguia chorar. Ela o aterrorizou até ele não suportar... Tentou pular no mar, mas ela não permitiu, o puxou de volta e disse que essas coisas não se faziam... ‘Fugir é coisa de covarde, não somos covardes’. Tínhamos chegado na praia... Nesse ponto da conversa ele puxou-me para diante dele e estávamos frente a frente. Segurou meu rosto docemente entre suas mãos e beijou-me na testa. Eu sabia que aquilo significava que tudo ia ficar bem... Era o nosso sinal. Foi tão lindo. Foi o momento mais bonito da gente. E tudo ficou escuro e eu apaguei.

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       Você era tão especial...  Diante de sua figura branca, fria e com olhos tenebrosos, eu esqueço que foi um dos maiores amores da minha vida. E está morto e não é mais nada.  Eu já matei você. E você não pode nem quis  reagir, era a mulher da sua vida colocando aquele punhal em seu peito enquanto você a beijava na testa... E eu sabia que você sabia que eu te amava e tudo ia ficar bem... Graças a seu gesto agora sei que sim, tudo vai ficar bem...

      E agora tudo é vazio... Entre uma taça e outra de vinho eu sinto falta dos seus passos bobos pela casa... E começo a imaginar que aquela borboleta na janela me olhando tão suavemente é você. E talvez ainda dentro de mim exista algo que queria trazer você de volta. Mas, você está morto para mim e não poderia mudar isso... ‘Tudo vai ficar bem’ você me disse no silencio de um beijo... E me fui... Eu conformada segui meu caminho... E você também se foi para sempre.

        Ando tão assim... Sem você...

- A SOMBRA

  

Quando estiver se sentindo cansada...
Pode descansar na minha sombra.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

-VOCÊ!


Já fazia um tempo que não tinha você assim...
É tão meu...
É você leve que dá vontade de prender...
Desejo de morder, abraçar e sorrir!

Tenho um plano maquiavélico de carinho
Adula-lo eternamente...
É o algoritmo sagrado desse mundo
E sai reinando por entre os segredos...

Poesia e musica e doce de leite...
Festa, palpite, afeto...
Seus dedos que se deslocam com pressa...
Você que foge e eu que  anseio...

Sonhos... São pedaços de uma vida
Duas vidas... Virtuais!
O seu grande talento...
É me embevecer na sua ternura!